Deputado que chamou índios de “viadinhos” e que magistrados vendem sentenças, volta para a Assembleia

MARANHÃO/SÃO LUIS – Com a morte do presidente da presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho, efetiva-se no mandato o suplente em exercício, o deputado Rafael Leitoa (PDT) e em seu lugar assume o segundo suplente, Fernando Furtado (PCdoB). Este último foi aquele que passou um bom período no parlamento estadual que chamou índios de “viadinho”, antropólogos de “fumadores de maconha”, que a “igreja incendeia pessoas”, e o Tribunal de Justiça é espaço de venda de sentenças.

 Furtado, ou Sustado (foto acima), usou expressões racistas e homofóbicas contra os índios Awá-Guajás durante um encontro com agricultores em 4 de julho de 2015 na cidade de São João do Caru, assim como atacou antropólogos e a igreja católica. Tudo foi gravado e vazado.
 Por essa razão, o Ministério Público Federal  acatou Ação Civil Pública de várias entidades e solicitou da Justiça Federal a condenação para que o suplente pagasse R$ 1 milhão como forma de indenização aos índios. Não se tem conhecimento se a Justiça Federal acatou o pedido.
 Furtado, que passou a ser chamado de Sustado, partiu também para cima dos magistrados e disse ter presenciado uma venda de sentença por um parente de desembargador e ainda insinuou que o TJ era um balcão de negócios. Não se conhece até hoje se ele foi processado ou condenado pela injúria e difamação. Se fosse um jornalista ou blogueiro, a coisa seria diferente.

“Lá em Brasília o Arnaldo viu, os índios tudo de camisetinha, tudo arrumadinho, com flechinha, tudo um bando de viadinho. Tinha uns três que eram viado, que eu tenho certeza, viado. Eu não sabia que tinha índio viado, fui saber naquele dia em Brasília. Então é desse jeito que tá. Como é que índio consegue ser viado, ser baitola e não consegue produzir? negativo…”, disse o parlamentar suplente quando estava no exercício do mandato.

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