• Notícia Geral
  • Login
  • globo.com
  • vídeo
  • gshow
  • globoesporte
  • G1
sábado, 22 agosto 2026
  • Home
  • Notícia Geral
  • Política
  • Policial
  • Esporte
  • Login
  • São Luís/MA – Porto do Itaqui se destaca na capacidade de atendimento de navios com nova operação de transferência de carga
No Result
View All Result
No Result
View All Result
Home Política

Bolsonaro, Mourão e Guedes: o triplex do horror

Fatos dos Municípios Por Fatos dos Municípios
24/09/2018
in Política
0
Bolsonaro, Mourão e Guedes: o triplex do horror

Das várias coisas estranhas que estamos assistindo neste terminal momento tragicômico do Brasil, a candidatura de Bolsonaro, sem dúvida, é a maior delas. Uma candidatura sem projeto, sem campanha, sem partido (o PSL é uma ‘bactéria’ partidária), sem discurso e, evidentemente, sem sentido.

O sentido a ela, quem dá somos nós, do campo progressista. Nós lhe emprestamos um sentido porque somos dotados de humanidade e a característica mais eloquente da espécie humana é dotar as coisas do mundo de sentido, não importando muito se o ‘objeto’ observado é denso, rarefeito ou nulo.

O sentido é como o tempo: é relativo. Os estudos da linguagem tiveram seu ‘Albert Einstein’ para nos revelar a relatividade do discurso. Eles são dois: Jacques Lacan e Michel Pêcheux.

Aliás, é preciso fazer um desagravo a Albert Einstein, que emergiu nomeando o célebre hospital paulistano na folclórica cena eleitoral brasileira. O físico não tem nada a ver com essa ‘bolha’ de proteção que se criou em torno da figura do único candidato que pode impedir o povo brasileiro de fazer valer a sua soberania democrática.

Um candidato que antecipa que não sabe perder, que não sabe debater, que não sabe liderar, que não sabe lidar com a democracia, não pode ser levado a sério. Por que um brasileiro trabalhador iria querer uma aberração dessas para figurar no cargo máximo do país?

Resposta: para negar a política e negar a si mesmo. A negação de si é uma das pulsões mais poderosas na economia psíquica das pessoas, dos sujeitos, dos eleitores. Ao se negar, o sujeito se ‘afirma’ em outro lugar desconhecido – e, por isso mesmo, atrativo.

A candidatura de Bolsonaro é uma caixa-preta. Ela é um vazio, mas um vazio coletivo, com uma série de apelos negativos, de contrassentidos, de aniquilações simbólicas várias.

Talvez, esse seja o sentido residual possível para esta candidatura fascista, medonha e precária: uma parcela da sociedade brasileira quer negar a si mesma para, quiçá, reinventar-se. Quer ‘zerar’ sua relação com a coletividade que, a rigor, nunca existiu.

O antipetismo – a tradução correta desta candidatura infame – sempre representou a negação da política e do Outro. Como, após o golpe, os processos de auto representação e auto identificação se esgotaram, o sujeito desgarrado da história e dos sentidos é impelido a aprofundar sua desconexão com o mundo social para lidar com a sua própria inexistência política.

É uma sucessão infinita de negações e de baixa autoestima congênita, cultural, herdeira direta do sufocamento intelectual promovido pela elite brasileira – a mais atrasada e subdesenvolvida do mundo – que também atende pelo nome de Rede Globo.

Não há, portanto, porque estranhar o sentido emprestado a uma candidatura tão exótica: é da nossa condição de seres humanos dar sentido a tudo, até àquilo que não tem.

Na esteira da aberração que é a candidatura Bolsonaro, temos figuras secundárias igualmente ‘freak’, orbitando em seu campo gravitacional de quinta categoria. O general Mourão é um desses satélites artificiais. Mas Paulo Guedes, também. Juntos, eles compõem o ‘triplex do horror’. 

Sobre Guedes, vale desperdiçar algumas palavras.

Economista obscuro, sem produção acadêmica, pleno de pendores fascistoides como seu patrocinador ‘mercado’, Paulo Guedes deu um tempero especial à indigência bolsonariana.

Com seu ethos igualmente prepotente e violento como sói acontecer com economistas ligados ao neoliberalismo, ele mostrou a que veio numa entrevista recente à revista Piaui. Ele é a ‘criança’ gestada na barriga de aluguel do ex-capitão deformado – sic. Guedes é – seria – o virtual presidente do país em caso de vitória do fascismo.

Como diria aquele ex-assessor de Bill Clinton, James Carville, uma das personas mais citadas do mundo do comentário econômico e político: “é a economia, estúpido!”.  A frase cai como uma ‘luva’ ao senhor Bolsonaro, porque se a economia é o Paulo Guedes, o ‘estúpido’ é o… Deixa pra lá.

Com a retenção estratégica de um candidato fadado a derreter – que só não derreteu ainda porque está sendo isolado do processo eleitoral pela Rede Globo –, o ato contínuo mais óbvio é aquele em que as personagens secundárias (ou pseudo secundárias) tomam a linha de frente das declarações ‘oficiais’.

Triste constatação. Paulo Guedes começou a falar e tudo se embicou para o precipício. O precipício do velho, do precário, do mal formulado, do improviso, do tosco, da pistolagem. Pérsio Arida – a despeito de minha não admiração por ele – enunciou uma palavra que realmente define Paulo Guedes: ‘mitômano’ (muitos bolsonaristas pensaram até ser uma palavra derivada de ‘mito’, no que eu tenho que dizer: é mesmo).

Mentira generalizada, a candidatura ‘coisada’ seguiu e segue como a bala platinada da emissora de TV que tem pânico de povo e de voto. Tudo seria cômico se não fosse trágico: dá vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo.

Depois da piracema de besteiras aplicadas proferidas pelo senhor mitômano, lacaio do ‘mito’, Guedes foi desautorizado com a classe bolsonariana de sempre: “manda ele calar a boca”, teria dito o delicado e convalescente candidato, prostrado na cama do Albert Einstein (pobre Albert Einstein, que não tem nada com isso).

Ópera bufa é pouco. Perto de Paulo Guedes e Bolsonaro, Falstaff e Bardolfo são pura discrição e elegância – falo da ópera Falstaff, de Verdi (1893).

Curioso ainda é a fuga do senhor mitômano. Sem querer aludir às fugas de Johann Sebastian Bach, Paulo Guedes fugiu como uma melodia terminal, acuado e cabisbaixo – em trote acelerado.

Cancelou todos os seus compromissos de campanha. Calou-se. Aderiu à lógica da Rede Globo da ‘mordaça’ (favor não esquecer que a Rede Globo censura todos os seus jornalistas). Como lacaio adestrado e obediente, o economitômano escafedeu-se no submundo que lhe é peculiar.

Um fujão.

Lembra a cartilha pedagógica de alfabetização de adultos ‘O Coelhinho Fujão’. Paulo Guedes é ‘O economistinha fujão’, título fácil para uma possível cartilha de alfabetização de fascistas.

Se Bolsonaro fez – literalmente – da tripas coração para se esconder do debate eleitoral, seu econofascista também mergulhou na covardia típica dos políticos totalitários: entrou na toca deserta da própria insignificância.

Eu ainda me pergunto: como uma candidatura bisonha dessas ainda pode alçar 20% da população em um país continental? E respondo: pode, porque ela está ‘escondida’.

A campanha começou para todos, menos para Bolsonaro.

Quando ela começar para essas personagens brancas e nulas, ele esvazia como um pixuleco esfaqueado.

POSTAGENS RELACIONADAS

Orleans assume compromissos de combate à fome e proteção à primeira infância no Maranhão
Política

Orleans assume compromissos de combate à fome e proteção à primeira infância no Maranhão

21/08/2026
Orleans Brandão propõe ampliar efetivo policial e usar inteligência artificial para enfrentar problemas de segurança pública
Política

Orleans Brandão propõe ampliar efetivo policial e usar inteligência artificial para enfrentar problemas de segurança pública

20/08/2026
Iracema Vale se defende de acusações
Política

Iracema Vale se defende de acusações

19/08/2026
Orleans Brandão recebe apoio do vereador Fábio Filho e reforça compromisso com a Liberdade
Política

Orleans Brandão recebe apoio do vereador Fábio Filho e reforça compromisso com a Liberdade

19/08/2026
Orleans Brandão une maiores lideranças políticas de Joselândia em torno de seu projeto de governo
Política

Orleans Brandão une maiores lideranças políticas de Joselândia em torno de seu projeto de governo

17/08/2026
Orleans Brandão inicia campanha com adesivaços, multidões nas ruas e forte adesão popular
Política

Orleans Brandão inicia campanha com adesivaços, multidões nas ruas e forte adesão popular

17/08/2026
Next Post
HADDAD TEM QUASE O DOBRO DE INTENÇÕES DE VOTO DE BOLSONARO ENTRE MAIS POBRES

HADDAD TEM QUASE O DOBRO DE INTENÇÕES DE VOTO DE BOLSONARO ENTRE MAIS POBRES

Arquivos

  • Notícia Geral
  • Login
  • globo.com
  • vídeo
  • gshow
  • globoesporte
  • G1

© 2025 Eudes Félix - Fatos dos Municípios -Todos os Direitos Reservados | Desenvolvido por: Host Dominus.

No Result
View All Result
  • Home
  • Notícia Geral
  • Política
  • Policial
  • Esporte
  • Login
  • São Luís/MA – Porto do Itaqui se destaca na capacidade de atendimento de navios com nova operação de transferência de carga

© 2025 Eudes Félix - Fatos dos Municípios -Todos os Direitos Reservados | Desenvolvido por: Host Dominus.