O cerco se fecha em torno do deputado estadual Francisco Nagib. Um documento oficial do Ministério Público do Maranhão confirma que já está em andamento uma investigação criminal diretamente ligada às denúncias envolvendo um contrato milionário da Prefeitura de Codó. Confira o documento no final da matéria

A apuração foi registrada como Notícia de Fato de natureza criminal, sob o número 022107-750/2026, tendo como alvo o próprio parlamentar. O procedimento foi protocolado no dia 9 de abril de 2026 e tramita no gabinete do Procurador-Geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira.
O ponto central da denúncia — agora sob análise oficial — envolve um contrato superior a R$ 5 milhões firmado entre a Prefeitura de Codó e a empresa Autobahn Tecnologia Ltda, assinado em fevereiro de 2025. O acordo previa a prestação de serviços de consultoria, assessoramento tributário e apoio técnico à gestão municipal.
Segundo relatos já encaminhados ao Ministério Público, um ex-funcionário da empresa afirma que o deputado teria exigido 50% do valor do contrato como condição para a manutenção do acordo com o município. Ainda de acordo com a denúncia, o percentual seria retirado diretamente das notas fiscais emitidas, sem qualquer relação com custos operacionais ou serviços prestados — prática que, internamente, teria sido tratada como uma espécie de “rachadinha”.
A abertura do procedimento criminal indica que essas acusações deixaram o campo político e passaram a ser tratadas como possível caso de polícia. O enquadramento do processo, inclusive, aponta para crimes contra a ordem tributária, o que amplia o alcance das investigações.
Outro aspecto que chama atenção é a movimentação acelerada dentro do MP. No mesmo dia em que foi registrado, o procedimento recebeu juntada de documentos, incluindo cópias de outros processos e legislações municipais, e foi encaminhado para análise em setor de investigação.
A conexão entre o conteúdo do processo e as denúncias já divulgadas é direta: trata-se do mesmo contrato milionário que vem sendo alvo de questionamentos públicos, inclusive com suspeitas sobre a real necessidade do serviço contratado e a forma como os recursos estariam sendo utilizados.
Agora, com a confirmação de que o caso está oficialmente nas mãos do Ministério Público, a pressão aumenta ainda mais sobre os envolvidos. Até o momento, Francisco Nagib não se manifestou publicamente sobre o caso. O espaço segue aberto para esclarecimentos.






































