O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pagou o maior volume de emendas parlamentares da história em um único ano. Até 31 de dezembro de 2025, foram desembolsados R$ 31,5 bilhões. O valor supera o recorde anterior, registrado em 2024, quando os pagamentos chegaram a R$ 31,3 bilhões.
Os números mostram crescimento contínuo nos últimos anos. Em 2023, primeiro ano do atual governo, o total pago foi de R$ 21,9 bilhões. Em 2022, ano eleitoral, o montante ficou em R$ 17 bilhões. Já em 2019, no início do governo Bolsonaro, os repasses somaram R$ 5,7 bilhões.
Em 2025, a maior parte do dinheiro foi destinada às emendas individuais, que alcançaram quase R$ 20 bilhões, o equivalente a 63% do total. As emendas de bancada somaram R$ 6,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não são impositivas, ultrapassaram R$ 5 bilhões.
Ao longo do ano, o governo empenhou R$ 47 bilhões em emendas, o que representa cerca de 70% do valor efetivamente pago. O orçamento previa inicialmente R$ 50 bilhões, mas o total foi ajustado para R$ 48 bilhões. Com isso, o Planalto reservou cerca de 97% dos recursos destinados ao Congresso.
A liberação das emendas ocorreu em meio a uma relação marcada por tensão entre Executivo e Legislativo. Os recursos foram usados como instrumento de negociação em votações importantes. Em outubro, após a derrubada da MP do IOF, o governo reduziu os repasses. Dias depois, com o avanço das negociações sobre o pacote de corte de gastos, os pagamentos voltaram a ser liberados.
O aumento das emendas também reflete decisões do próprio Congresso ao votar o orçamento anual. Em 2016, o valor aprovado era de R$ 9 bilhões. Para 2026, o total previsto salta para R$ 61 bilhões, alta de 577%.
Para o próximo ano, o Congresso garantiu que 65% das emendas individuais e de bancada deverão ser pagas ainda no primeiro semestre. A estimativa é que, apenas nos primeiros meses de 2026, o governo desembolse quase R$ 40 bilhões, superando todo o volume pago ao longo de 2025.
Deu no porltal do sampaio

































