ALA POLÍTICA DEFENDE ROMBO DE R$ 170 BI E ANÚNCIO DE NOVA META É ADIADO

Beto Barata/PR

Governo de Michel Temer decidiu adiar pela segunda vez o anúncio da mudança na meta fiscal deste ano; estava previsto para o governo anunciar um aumento no déficit deste ano, de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, mesmo valor para o próximo, mas o lobby da área política pressiona Temer para ampliar ainda mais a farra fiscal; a ala política, que tem em Eliseu Padilha um de seus representantes, quer que as metas subam para um déficit de R$ 170 bilhões nos dois anos; mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o grande fracassado no ajuste fiscal do governo, se disse contra; outras divergências no governo se relacionam ao Refis, cuja estimativa de arrecadação foi reduzida de R$ 13,3 bilhões para R$ 400 milhões, e as concessões de aeroportos.

O governo de Michel Temer decidiu adiar pela segunda vez o anúncio da mudança na meta fiscal deste ano. Estava previsto para o governo anunciar um aumento no déficit deste ano, de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, mesmo valor para o próximo, mas o lobby da área política pressiona Temer para ampliar ainda mais a farra fiscal.

Segundo informações do jornal O Globo, ala política quer que as metas subam para um déficit de R$ 170 bilhões nos dois anos. Mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o grande fracassado no ajuste fiscal do governo, se disse contra.

Entre os pontos de divergência na equipe do governo estão o Refis, programa de renegociação de dívidas tributárias, considerado essencial para o fechamento das contas deste ano. A proposta original do governo previa uma arrecadação de R$ 13,3 bilhões. Mas as concessões feitas pelo relator da matéria na Câmara, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), reduziram a estimativa de arrecadação para apenas R$ 400 milhões.

Outro ponto de divergência dentro do governo para definir as metas é o programa de concessões, que pode ajudar na realização da meta de 2018. A equipe econômica estuda leiloar o aeroporto de Congonhas no ano que vem. Como ele é um ativo valioso, a outorga seria de, no mínimo, R$ 4 bilhões. No entanto, isso esbarra na Infraero. Autoridades do setor aéreo afirmam que, sem Congonhas, a estatal poderia quebrar e, por isso, o aeroporto não poderia compor o programa de concessões.

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