• Notícia Geral
  • Login
  • globo.com
  • vídeo
  • gshow
  • globoesporte
  • G1
quarta-feira, 16 setembro 2026
  • Home
  • Notícia Geral
  • Política
  • Policial
  • Esporte
  • Login
  • São Luís/MA – Porto do Itaqui se destaca na capacidade de atendimento de navios com nova operação de transferência de carga
No Result
View All Result
No Result
View All Result
Home Notícia Geral

Nem o barão do Rio Branco salvaria a política externa do golpe

Fatos dos Municípios Por Fatos dos Municípios
07/03/2017
in Notícia Geral
0

O golpe substituiu a exitosa política externa “altiva e ativa” por uma política externa vassala e vazia, ou submissa e omissa, como já definiram alguns. Vassala porque submissa a interesses externos, e vazia porque desprovida de estratégia própria e viável para a inserção do país no cenário mundial.

Essa nova política, implantada por Serra e que terá continuidade com Aloysio Nunes, visa contribuir à restauração do falido projeto neoliberal no Brasil. A ideia central é colocar ênfase na “agenda econômica” da diplomacia, de modo a atrair investimentos externos e inserir o país “nas cadeias internacionais de valor”, mediante a adesão acrítica a acordos de livre comércio com países mais desenvolvidos, especialmente com EUA e aliados.

Trata-se, na realidade, de mero aggiornamento da fracassada política externa dos tristes e descalços tempos de FHC, que, ao buscar a chamada “autonomia pela integração”, conseguiu apenas mais dependência, menos integração e protagonismo reduzido. Apostando tudo nas relações bilaterais com os EUA e na integração à modernidade globalizante da pax americanna, nos tornamos um país menor, de escasso prestígio mundial, além de economicamente dependente e débil.

Foi nessa época que nos desarmamos, atendendo às pressões da “comunidade internacional” (EUA), abrimos nossa economia sem maiores critérios e nos submetemos aos desígnios da única superpotência do planeta. Não chegamos ao ponto da Argentina, que conseguiu a proeza de ter “relaciones carnales” com os EUA, mas chegamos perto. Nossa soberania foi bastante bolinada.

No cômputo geral, todo esse disciplinado investimento vira-lata em dependência, combinado com a âncora cambial, resultou em déficit comercial total de US$ 8,6 bilhões em 8 anos, reservas líquidas de minguados US$ 16 bilhões, dívida externa líquida de 37% do PIB, uma participação no comércio mundial de mero 0,9 %, três idas ao FMI para pedir alívio financeiro e um baixo protagonismo internacional.

Em compensação, nos tempos da política externa “altiva e ativa”, (“ideológica, bolivariana e isolacionista”, segundo os arautos do neoliberalismo tardio), acumulamos um superávit comercial de US$ 308 bilhões (até 2014) e reservas líquidas de US$ 375 bilhões, eliminamos nossa dívida externa líquida, nos tornamos credores internacionais, inclusive do FMI, aumentamos nossa participação no comércio mundial para 1,46% e obtivemos protagonismo mundial inédito, com Lula se convertendo numa liderança internacional cortejada e respeitada. Nunca uma política externa “ideológica e isolacionista” rendeu tanto, em termos concretos e pragmáticos.

Agora, no entanto, tenta-se o retorno à mesma política externa fracassada. Há, porém, uma grande diferença. Na época de FHC, o mundo vivia o auge do paradigma neoliberal. O Consenso de Washington dominava corações e mentes. A queda do Muro de Berlin era uma memória muito recente. A Rodada do Uruguai do GATT e a criação da OMC tinham acabado de ocorrer. As autoridades europeias e os representantes do Departamento de Estado norte-americano estavam empenhadíssimos na abertura comercial e financeira em todo o mundo, que era socada goela abaixo dos países em desenvolvimento.  Os EUA exerciam liderança praticamente inconteste na ordem mundial marcada pelo unilateralismo belicista. Ademais, a economia e o comércio internacional iam de vento em popa, com pequenos sobressaltos causados por crises regionais e locais autocontidas.

Porém, hoje o mundo vive a pior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929. Crise profunda, sistêmica e duradoura causada justamente pela desregulamentação neoliberal, que aprofundou desigualdades e fez colapsar as economias reais. O Consenso de Washington virou uma piada anacrônica. A Queda do Muro de Berlin se tornou uma fotografia em tom sépia que adorna paredes carcomidas. A outrora pujante OMC é hoje uma instituição de utilidade duvidosa. A liderança antes inconteste dos EUA atualmente convive com a ascensão meteórica do BRICS e com fraturas entre seus aliados históricos.

Assim, a ordem mundial é hoje muito diferente e muito mais complexa que a ordem que prevaleceu na década de 1990, quando os ideólogos do “fim da História” proliferaram como fungos. Além disso, está claro que o novo governo norte-americano e alguns governos europeus não têm mais o menor interesse em promover livre comércio ou desregulamentação de regras em suas relações com países em desenvolvimento.

Não que Trump vá desfazer a globalização criada justamente pelos interesses de grandes empresas norte-americanas. Mas é evidente que não há mais espaço para novas negociações e avanços, numa conjuntura na qual alguns países importantes pretendem adotar uma postura francamente protecionista.

Dessa forma, a tragédia de ontem se repete hoje como farsa.

O desempenho patético de Serra à frente do Itamaraty tem menos a ver com seu perfil pessoal inadequado para o cargo do que com o caráter profundamente equivocado e inoportuno desse “requentamento” da política externa fracassada da década de 1990.

Embora Serra fosse, por seu perfil, o “homem errado no lugar errado”, o seu fracasso está mais vinculado ao fato de que sua política externa é um caso típico de ideias fora de lugar e do tempo.

Ao longo de sua temerária gestão, Serra só conseguiu expulsar ilegalmente a Venezuela do Mercosul, brigar com o pequenino Uruguai e distribuir coices contra a Unasul, o Mercosul, a Comissão de Direitos Humanos da OEA e países “bolivarianos”. Dedicado à defesa indefensável do golpe e empenhado na venda do patrimônio nacional, Serra fez do Brasil um país pequeno e menor.

Saiu não tanto por problemas de saúde, mas porque deve ter percebido que o governo do golpe não tem agenda internacional substantiva. Ninguém quer muita conversa com golpistas que substituíram uma presidenta honesta pela “turma da sangria” entalada em denúncias de corrupção. O fato concreto é que o golpe isolou o Brasil. O único grande fiador internacional do golpe, os EUA, agora tem uma administração hostil às ideias de seus novos chanceleres. Como agravante, é óbvio que Trump não deve ter gostado nada das críticas que Serra e Nunes fizeram a sua candidatura.

Serra, com sua ignorância em política externa e seu comportamento belicoso, apenas agravou e precipitou o inevitável fracasso. O mesmo acontecerá com Aloysio Nunes. De novo, é claramente o “homem errado no lugar errado”. Dado a arroubos de cólera e com desconhecimento das sutilizas da linguagem diplomática, o senador ainda tem como agravante o fato de ser acusado de corrupção. Não é bom para a imagem do Brasil.

Mas a questão de fundo não é pessoal. É política. Nunes fracassará porque já disse que insistirá na política externa implantada por Serra. Insistirá no erro.

Na atual conjuntura nacional e internacional, qualquer chanceler brasileiro que servisse ao golpe fracassaria. Mesmo que conseguisse ressuscitar o Barão do Rio Branco, o governo anacrônico e golpista de Temer não conseguiria desenvolver uma agenda internacional substantiva e exitosa.

O problema, além da política externa sem rumo, é o governo sem legitimidade, que não passou pelo crivo democrático.

O próprio Barão do Rio Branco, ao assumir o Itamaraty, em 1902, disse:

Toda a minha força, toda a energia e atividade que pude desenvolver nas minhas últimas missões resultaram, não só da minha convicção do nosso bom direito, mas principalmente da circunstância de que eu me sentia apoiado por todo o povo brasileiro, inteiramente identificado com ele.

Ora, esse governo de usurpadores não tem apoio do seu povo, assim como não tem legitimidade alguma no plano mundial.

Ainda que redivivo, é provável que o Barão não aceitasse servir a um governo sem apoio do povo, incapaz de gerar uma política externa consistente e com legitimidade. Só capaz de repetir tragédias como farsas.

Para um governo como o de Temer, Serra e Nunes estão de bom tamanho.

POSTAGENS RELACIONADAS

Pesquisa IP Sensus: Orleans Brandão amplia vantagem e alcança 43% na disputa pelo Governo do Maranhão
Notícia Geral

Pesquisa IP Sensus: Orleans Brandão amplia vantagem e alcança 43% na disputa pelo Governo do Maranhão

15/09/2026
BACABEIRA / Orleans Brandão exalta Dr. Hilton Gonçalo para o senado Federal no encontro promovido por Naila Gonçalo com grande participação popular.
Notícia Geral

BACABEIRA / Orleans Brandão exalta Dr. Hilton Gonçalo para o senado Federal no encontro promovido por Naila Gonçalo com grande participação popular.

13/08/2026
Feira do Empreendedor recebe a cerimônia do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios no Maranhão
Notícia Geral

Mais de 900 participantes integram caravanas do Sebrae rumo à Feira do Empreendedor

13/08/2026
Feira do Empreendedor 2026 oferece estrutura exclusiva para imprensa e produção de conteúdo
Notícia Geral

Feira do Empreendedor 2026 oferece estrutura exclusiva para imprensa e produção de conteúdo

04/08/2026
Arena de Inovação: Feira do Empreendedor aproxima pequenos negócios de soluções tecnológicas
Notícia Geral

Arena de Inovação: Feira do Empreendedor aproxima pequenos negócios de soluções tecnológicas

04/08/2026
Turismo terá destaque na Feira do Empreendedor com apresentação de oportunidades nos 10 polos turísticos do Maranhão
Notícia Geral

Turismo terá destaque na Feira do Empreendedor com apresentação de oportunidades nos 10 polos turísticos do Maranhão

04/08/2026
Next Post

GOLPE GEROU DESCONFIANÇA E O INVESTIMENTO É O MENOR DA HISTÓRIA NO BRASIL

Arquivos

  • setembro 2026 (30)
  • agosto 2026 (69)
  • julho 2026 (38)
  • junho 2026 (67)
  • maio 2026 (36)
  • abril 2026 (62)
  • março 2026 (46)
  • fevereiro 2026 (32)
  • janeiro 2026 (38)
  • dezembro 2025 (35)
  • novembro 2025 (55)
  • outubro 2025 (51)
  • setembro 2025 (74)
  • agosto 2025 (71)
  • julho 2025 (61)
  • junho 2025 (44)
  • maio 2025 (85)
  • abril 2025 (76)
  • março 2025 (68)
  • fevereiro 2025 (96)
  • janeiro 2025 (92)
  • dezembro 2024 (81)
  • novembro 2024 (130)
  • outubro 2024 (94)
  • setembro 2024 (92)
  • agosto 2024 (140)
  • julho 2024 (132)
  • junho 2024 (116)
  • maio 2024 (169)
  • abril 2024 (214)
  • março 2024 (161)
  • fevereiro 2024 (146)
  • janeiro 2024 (201)
  • dezembro 2023 (118)
  • novembro 2023 (113)
  • outubro 2023 (163)
  • setembro 2023 (107)
  • agosto 2023 (90)
  • julho 2023 (107)
  • junho 2023 (149)
  • maio 2023 (157)
  • abril 2023 (137)
  • março 2023 (149)
  • fevereiro 2023 (84)
  • janeiro 2023 (49)
  • dezembro 2022 (134)
  • novembro 2022 (127)
  • outubro 2022 (103)
  • setembro 2022 (98)
  • agosto 2022 (119)
  • julho 2022 (98)
  • junho 2022 (129)
  • maio 2022 (139)
  • abril 2022 (136)
  • março 2022 (125)
  • fevereiro 2022 (138)
  • janeiro 2022 (145)
  • dezembro 2021 (148)
  • novembro 2021 (136)
  • outubro 2021 (127)
  • setembro 2021 (120)
  • agosto 2021 (123)
  • julho 2021 (125)
  • junho 2021 (116)
  • maio 2021 (122)
  • abril 2021 (105)
  • março 2021 (125)
  • fevereiro 2021 (107)
  • janeiro 2021 (127)
  • dezembro 2020 (110)
  • novembro 2020 (116)
  • outubro 2020 (106)
  • setembro 2020 (91)
  • agosto 2020 (84)
  • julho 2020 (81)
  • junho 2020 (78)
  • maio 2020 (82)
  • abril 2020 (112)
  • março 2020 (130)
  • fevereiro 2020 (79)
  • janeiro 2020 (105)
  • dezembro 2019 (108)
  • novembro 2019 (78)
  • outubro 2019 (83)
  • setembro 2019 (65)
  • agosto 2019 (96)
  • julho 2019 (122)
  • junho 2019 (107)
  • maio 2019 (109)
  • abril 2019 (96)
  • março 2019 (115)
  • fevereiro 2019 (107)
  • janeiro 2019 (63)
  • dezembro 2018 (50)
  • outubro 2018 (42)
  • setembro 2018 (86)
  • agosto 2018 (93)
  • julho 2018 (85)
  • junho 2018 (79)
  • maio 2018 (92)
  • abril 2018 (77)
  • março 2018 (101)
  • fevereiro 2018 (52)
  • janeiro 2018 (234)
  • dezembro 2017 (191)
  • novembro 2017 (124)
  • agosto 2017 (77)
  • julho 2017 (201)
  • junho 2017 (200)
  • maio 2017 (206)
  • abril 2017 (210)
  • março 2017 (199)
  • fevereiro 2017 (177)
  • janeiro 2017 (195)
  • dezembro 2016 (98)
  • novembro 2016 (17)
https://eudesfelix.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Video-2026-09-06-at-18.48.34.mp4
  • Notícia Geral
  • Login
  • globo.com
  • vídeo
  • gshow
  • globoesporte
  • G1

© 2025 Eudes Félix - Fatos dos Municípios -Todos os Direitos Reservados | Desenvolvido por: Host Dominus.

No Result
View All Result
  • Home
  • Notícia Geral
  • Política
  • Policial
  • Esporte
  • Login
  • São Luís/MA – Porto do Itaqui se destaca na capacidade de atendimento de navios com nova operação de transferência de carga

© 2025 Eudes Félix - Fatos dos Municípios -Todos os Direitos Reservados | Desenvolvido por: Host Dominus.