Presídio atravessa o terceiro dia de rebelião que se iniciou por briga entre PCC e Sindicato do Crime RN

Já dura mais de 72 horas a rebelião na penitenciária de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. Ao longo desta terça-feira, parte dos internos permaneceu nos telhados dos pavilhões com bandeiras das facções rivais, o Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, chamado de RN, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), que estão em confronto desde sábado. No final da manhã, foi possível ouvir muito barulho de tiros e bombas vindo da penitenciária. Durante todo o dia o clima foi de tensão, com apelos e ameaças vindos dos presos – uma delas relatada diretamente por celular em conversas com o EL PAÍS – que, ao lado de vídeos que circularam na imprensa e entre os policiais compuseram o panorama da área interna do presídio: um verdadeiro campo de guerra em contagem regressiva, com detidos das duas facções entrincheirados e improvisando armas e escudos com peças de metal e móveis. O Governo do Estado afirma que a polícia fez uso de armas não letais para controlar a “situação de anormalidade” no local.
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