ALOYSIO ADMITE TER PEDIDO DINHEIRO À ODEBRECHT NO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES

Agencia Brasil/Antonio CruzDelatado por receber propinas de R$ 500 mil da Odebrecht, o ministro Aloysio Nunes Ferreira, do Itamaraty, admitiu em depoimento à Polícia Federal que pediu doações à empreiteira Odebrecht para a campanha eleitoral de 2010; ministro também admitiu ter participado de reuniões no Palácio do Bandeirantes, sede do governo paulista, com o delator Carlos Armando Paschoal, que o acusa de receber R$ 500 mil em propina por meio de caixa 2, através de aditivos contratuais das obras de construção do Rodoanel, em São Paulo; procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o ministro volte a ser ouvido sobre o episódio; na época, o Estado era governado pelo senador José Serra (PSDB).

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), admitiu em depoimento à Polícia Federal que pediu doações à empreiteira Odebrecht para a campanha eleitoral de 2010. O ministro também admitiu ter participado de reuniões no Palácio do Bandeirantes, sede do governo paulista, com o delator Carlos Armando Paschoal, que acusa o ministro de receber R$ 500 mil em propina por meio de caixa 2.

Aloysio prestou depoimento à PF no dia 3 de maio no âmbito de uma investigação que apura a suspeita de favorecimento da empreiteira nas obras de construção do Rodoanel, em São Paulo. Aloysio, porém, nega que os encontros tenham tratados de irregularidades.

No último dia 24, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o ministro volte a ser ouvido sobre o episódio. Segundo o ex-executivo Carlos Armando Paschoal, na época Aloysio era o responsável pela Casa Civil do governo de São Paulo, cujo governador era o atual senador tucano José Serra,  e empreiteira negociava com a Dersa aditivos contratuais nas obras do Rodoanel.

Em seu depoimento, Aloysio não “não soube precisar quantas vezes se encontrou (com o delator) no Palácio dos Bandeirantes’ e que a Odebrecht foi uma dentre as muitas empresas procuradas. Apesar de reconhecer que reuniu-se com representantes da Odebrecht em seu comitê eleitoral, o tucano afirmou não ter discutido valores com os representantes da empresa.

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