Mais uma prova da proximidade entre o governo golpista e as Organizações Globo; Michel Temer teve um encontro secreto com a cúpula da Globo, que o ajudou a consolidar a derrubada de Dilma Rousseff, no início de outubro em São Paulo; o peemedebista se reuniu com João Roberto Marinho para discutir a cobertura de seu governo pelos veículos da empresa, além de pedir apoio para a reforma da Previdência; Temer demonstrou irritação com a maneira que a Globo passou a fazer uma cobertura negativa dos escândalos de seu governo, especialmente da delação da JBS 247 – Michel Temer teve um encontro reservado no início de outubro em São Paulo com João Roberto Marinho, do Grupo Globo, para discutir a cobertura de seu governo pelos veículos da empresa, além de pedir apoio para a reforma da Previdência. Segundo relatos feitos pelo próprio Temer a três aliados, a reunião foi um pedido de João Roberto, vice-presidente do Conselho de Administração do grupo. Temer reclamou da cobertura do caso JBS pelos veículos do grupo, que tinha, segundo o político, o objetivo de derrubá-lo. Em 4 de outubro, João Roberto promoveu um jantar na casa de seu irmão Roberto Irineu Marinho para receber Temer e o vice-presidente de Relações Institucionais da Globo, Paulo Tonet. Um dos principais aliados do peemedebista, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) costurou o encontro. Na avaliação do presidente, o comportamento do grupo desde 17 de maio, quando o jornal “O Globo” divulgou a conversa entre ele e o empresário Joesley Batista, cristalizou a percepção de que deu aval à compra de silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ). A gravação foi usada como base pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apresentar duas denúncias Temer, barradas na Câmara

Embora já esteja entregando o pré-sal, Michel Temer afirmou, nesta quinta-feira 21, que não permitirá a venda do controle acionário da Embraer, empresa na qual o governo tem uma ‘golden share’, ação especial que dá poder de veto em decisões estratégicas; “No meu governo a Embraer jamais será vendida”, disse em reunião com o ministro Raul Jungmann (Defesa) e o comandante da Força Aérea, brigadeiro Nivaldo Rossato; o mais provável é que Temer tenha sido pressionado pelos militares da Aeronáutica a não permitir a venda; poder de veto do Planalto se deve a uma “golden share”, mecanismo que lhe permite voz em qualquer decisão estratégica da empresa — que foi fundada como estatal em 1969 e acabou privatizada em 1994.

Michel Temer afirmou nesta quinta-feira, 21, que usará o poder de veto do governo brasileiro dentro da Embraer para vetar a venda da companhia para a americana Boeing.

“No meu governo a Embraer jamais será vendida”, disse em reunião com o ministro Raul Jungmann (Defesa) e o comandante da Força Aérea, brigadeiro Nivaldo Rossato, além de outros auxiliares, segundo relato do jornalista Igor Gielow, da Folha de S. Paulo

A notícia da compra da Embraer pela Boeing foi divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Wall Street Journal na quinta-feira. Em comunicado ao mercado, a Embraer confirmou a notícia e disse que as “bases (de um acordo) ainda estão sendo discutidas” e que não há garantias de que uma transação poderá ser alcançada

O poder de veto do Planalto se deve a uma “golden share”, mecanismo que lhe permite voz em qualquer decisão estratégica da empresa —que foi fundada como estatal em 1969 e acabou privatizada em 1994. De lá para cá, a Embraer saiu do estado de quase falência para assumir o posto de terceiro maior fabricante de aviões do mundo.

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