ONZE ANOS DEPOIS, GAROTINHO ANUNCIA NOVA GREVE DE FOME

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho escreveu uma carta à direção do presídio Bangu 8, onde está detido desde o fim de novembro, na qual anuncia que está em greve de fome. Na carta, Garotinho alega que está cometendo esse “ato extremo” por estar sendo vítima de injustiça. Ele diz ainda que está preso por uma retaliação às acusações que fez contra o ex-governador Sérgio Cabral. Garotinho afirma também não querer mais o direito ao banho de sol, tampouco receber visitas de advogados e familiares.

Em 2006, usou o mesmo recurso, quando matérias jornalísticas mostravam irregularidades nos recursos que usava na sua pré-campanha à Presidência da República. ONGs que prestavam serviços ao governo de sua mulher, Rosinha Garotinho, tinham sócios em comum com doadoras de sua pré-campanha pelo PMDB. Garotinho então fez greve de fome, alegando ser alvo de uma “campanha sórdida” da mídia e do sistema financeiro contra suas pretensões eleitorais.

Garotinho foi preso sob a acusação de comandar uma organização criminosa que arrecadava recursos ilícitos para campanhas eleitorais. Um delator revelou ter sido orientado a fechar um contrato de fachada com a JBS para repassar o dinheiro para a campanha de Garotinho ao governo do Rio em 2014. O grupo é acusado pelo Ministério Público de ter um “braço armado”: um policial civil aposentado intimidava os doadores e recolhia a verba.

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